sábado, 28 de fevereiro de 2009

Gratzie

O sol decidiu aparecer em Natal-RN hoje. E veio com efeitos retroativos...30 intensos graus. Boatos correm afirmando ser uma massa de ar frio que veio do Piauí!

Dedico a postagem atual àqueles que visitam este blog, assíduos ou não, de perto, de longe, familiares, amigos, anônimos, alunos, colegas e os demais curiosos. Devo graças aos leitores. Hoje o Expressões e Impressões faz dois meses de existência. Aqui há vídeos, crônicas, poemas, imagens, notícias, sem falar nos sempre bem-vindos e apreciados comentários trazidos por todos vocês que me lêem neste momento.

Nos 63 dias de vida virtual, graças à vocês, foram realizadas 39 postagens e o site teve 1411 acessos, perfazendo uma média de 22,39 visitas diárias. 2884 visualizações de página foram realizadas com permanência aproximada de 00:04:31 por visita e uma na ordem de 30.26%.

Quanto à origem dos vistantes, de acordo com o site https://www.google.com/analytics, atravessamos os oceanos, meus caros! Pessoas de dez países, distribuídas por 61 cidades passaram por aqui e tiveram a paciência de gastar um tempinho nas leituras. Também estamos na seção Espaço Cultural do sítio eletrônico da Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho (ANAJUSTRA) - http://www.anajustra.org.br/espacocultural/index.php?operacao=ordena&acao=post&id=47 e agradecemos pela divulgação realizada.

Só tenho a dizer o meu muito obrigado. O propósito do blog é justamente exprimir pensamentos, idéias, fazer pilhérias com a realidade, jogar verdades e mentiras no ventilador da memória, enfrentar a dor humana, experimentar o toque de melodias auto-explicáveis, enfim, expressar as impressões. E como são impressões não tem o condão de traduzir verdades taxativas, podendo ser questionadas e passíveis de desmonte.

Grato, muito grato pela paciência e atenção dedicada. Voltem sempre que desejarem.

Bom fim de semana

LUCENA FILHO

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Trote cidadão

Foi escrito há três anos, mas a realidade persiste! Trote cidadão: um exemplo a ser seguido.

Trote cidadão: uma necessidade superior

Nobre, solidário e responsável. Esses são pelo menos três adjetivos, ainda insuficientes, para a nova onda que toma conta dos calouros da Adversidade, digo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte: o trote cidadão. Depois de casos nacionais como alunos jogados em piscinas, outros sendo incendiados vivos e até mesmo os que foram atropelados durante a mendicância nos sinais, os CA’s da UFRN assumem uma postura no mínimo acadêmica no que toca ao recebimento dos novos estudantes.

Apesar do trote cidadão não substituir a convencional lambança, já é louvável somente pelo fato de integrar calouros e veteranos com o escopo de ajudar instituições ou comunidade que necessitam de ajuda. Ora, se até a Pró-Reitoria de Graduação, SAE e os Centros também apoiaram tal campanha é de se dar credibilidade, não é?

Tudo começou há alguns anos, quando alunos dos cursos de Engenharia de Produção, Enfermagem, Odontologia e Jornalismo decidiram adotar essa modalidade de trote, melhorando (ou despiorando) a vida de pessoas necessitadas. Não se trata apenas de uma arrecadação de alimentos, artigos de higiene pessoal, roupas e brinquedos. Vai muito mais além da função social. É lembrar a cada novo universitário que ele está ali não só para adquirir conhecimento, mas para retribuir à sociedade o privilégio de ter acesso a um ensino superior num país de analfabetização generalizada. .

O curso de Direito, tradicional pela indiferença em relação a movimentos desta espécie, de maneira exemplar também encorpa a nova forma de receber os futuros juristas (ou não!). Haverá distribuição de camisas, fitas e panfletos. Além disso, o Hemonorte estará dia 24 de setembro recebendo doações de sangue no Centro de Convivência.

Infelizmente, quando da participação do seu trote, este que vos escreve não teve nenhuma ação tão fraterna quanto a do trote cidadão. Agora, quase ao final do curso, sinto a obrigação moral de dar minha contribuição, nem que seja conclamando aos colegas a apoiarem tal iniciativa. Negar ou rechaçar ações como essas é não só ficar preso a tradições lusitanas recheadas de muito ovo, farinha, tempero, flocos de milho e outros ingredientes da cesta básica, mas é acima de tudo ser individualista, fútil e medíocre.

Vamos ser cidadãos, nem que seja só no trote. Colabore com essa idéia.

LUCENA FILHO

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Feriado

Caros amigos,

Em face do feriado prolongado, retornaremos com as postagens após o dia 26 deste mês. Vou para a capital paraibana aproveitar o sol do estado que me pariu e descansar por alguns dias. Para quem fica em casa, boa sorte e meus sentimentos. Vou dar boas risadas e passear bastante por vocês.

Até

LUCENA FILHO, H. L. de.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

No dia em que amanheci com o espírito culto

Todos nascemos com uma missão de cuidar ou fazer diferença na vida de alguém, nem que seja numa única oportunidade. Tenho essa inquietante sensação correndo nas veias. Seria algo do tipo a corrente do bem - filme espetacular - e que me conseguiu arrancar uma lágrima solitária.

Então, uma das pessoas pelas quais me sinto responsável de orientar de alguma forma é uma de minhas leitoras. Nome: Kylze Carolyne Prata de Lucena (até hoje eu me pergunto de onde surgiu esse nome!). Idade: 15 anos. Status: irmã caçula, imitadora do irmão e amada por ele. Bom, além de seus talentos naturais e notórios, tais como tocar quase tudo que promova som, rir de piadas sem graça, fazer sustos totalmente previsíveis e dar risadas descontroladas quando NUNCA se pode, a garota está se iniciando na arte das letras para o orgulho do autor deste blog.

Recebi com surpresa um email de Kylze e resolvi publicá-lo sem cortes, edição ou algo do gênero para que meus criteriosos leitores façam o julgamento de per si.

LUCENA FILHO, H. L. de.

No dia em que amanheci com o espírito culto

Uma e vinte e quatro da manhã. A capital potiguar está silenciosa. Não se ouve nem os ruídos dos gatos nas telhas ou um pinheiro velho balançando, apenas o antigo cooler da CPU ventilando a mil por hora a fonte de inspiração dos escritores modernos. A escrivaninha lotada de papéis alheios, canetas novas e contas. Muitas contas. Para fechar o cenário, uma barata graúda explora o cantinho da sala com suas anteninhas capazes de ativar o sistema nervoso de qualquer cristão. Em suma, o espaço físico não colabora com a imaginação de muita gente, exceto Kafka, quando escreveu A Metamorfose. Creio que havia uma baratinha no canto da saleta dele. Enfim...

Nesses últimos dias, um tanto ociosos, andei fuçando, como se diria msnicamente, o orkut da metade da população brasileira. Afinal de contas, não há nada mais divertido (ou fútil, como queiram) para quem ainda tem um mês inteiro de férias. Em todo caso, devo concordar que é possível, sim, tirar proveito dos perfis alheios – provo! - e também compreendo que esta é uma bela desculpa de viciados. Mas, em uma das minhas “visitas” a uma velha amiga, vi uma frase que me saltou aos olhos: 'Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.' Eclesiastes 3:1.

Parafraseando Salomão, há tempo para tudo que fazemos. Há tempo para relaxar, para estressar, para agradecer, para orar, para pensar no vestibular e sua concorrência e estudar (lógico!), para escrever... Há tempo para dormir, para acordar, para rir dos outros e para amadurar, como diria Tia Jô, memorável professora de Biologia do CEFET/RN. Como minha vida está, simplesmente, desorganizada, não sei em qual tempo estou (talvez o de relaxar. Talvez. Não é o que a opinião pública diz. Ou melhor, a opinião dos meus irmãos. Vestiba está logo ali.). No entanto, houve o tempo em que amanheci com o espírito culto. Ou melhor, houve O dia.

Ainda sob o discurso de Salomão, houve o tempo em que eu fui obrigada a escrever. Nada mais natural do que uma aluna de primeiro ano ter que escrever 40 textos (atividade de um dos bimestres, diga-se de passagem) para o professor ler. Se eu fosse esse professor, reduziria para 10! Procurava por todo canto assunto. Nunca acessei tanto o chargeonline.com ou o Google e suas preciosidades para achar o que comentar no bendito Diário de Leitura. Consultei blogs e fui além. Consultei o guru dos blogs, senhor LUCENA FILHO. Porém, ele (e o seu deus da inspiração) não foi muito generoso comigo. A única frase de consolo foi “... Escreva sobre a dificuldade de escrever.”. Saí da consulta um tanto frustrada, mas não deixei a idéia de lado. Um dia, talvez, me servisse.

E assim foi. Depois de concluídos os trabalhos e textos, veio a bonança. Férias, viagens, gordura localizada e ócio. Cria eu estar livre da “fonte de inspiração dos escritores modernos”. O Word e por extensão (.doc, literalmente) os textos sem pé nem cabeça, como diz o nordestino. Mas, digo e repito, houve um dia em que eu amanheci com um espírito culto.

Nesse magnífico dia, queria liberar o pseudônimo sem nome que havia dentro de mim. Sentei na frente do computador, abri o Word e nada. Zero! Nenhuma palavra. Lembrei-me do grande conselho do meu guru, mas... Nada! Por um instante, desejei ser uma pessoa com crises existenciais. Aí sim, talvez eu conseguisse, pelo menos, digitar alguma coisa... Desabafar. Felizmente ou infelizmente, eu não estava em crise. Depois, desejei ser uma emo. Teria a opção de ligar NX0 no máximo, chorar, chorar e depois escrever sobre minhas desilusões. Felizmente ou infelizmente, eu não sou emo. Fiquei pensando de onde brotava todas aquelas palavras poéticas de Cecília Meireles ou a criatividade das crônicas de Moacir Scliar. De algum lugar vinha. Isso eu sabia. Peguei um livro. Li a metade de Cidade do Sol de Khaled Hosseini, mas não estava afim de pesquisar sobre as guerras civis do Oriente Médio, muito menos sobre as divergências étnicas do pashtuns e tadjiques. Desisti! Peguei meu violão, dedilhei umas notas por aqui, outras por ali... Foi a única saída imediata para o “liberar o pseudônimo sem nome que havia dentro de mim”.

Não sei exatamente o porquê daquele dia. Mas, apesar de ter amanhecido com um espírito culto, não produzi nada. Descobri que ter um espírito culto não é suficiente, principalmente se sua bagagem de conhecimento for pobreta-futebol-crube em relação a Cecília Meireles, Moacir Scliar ou até mesmo ao guru dos blogs. Mas, como diz Valnice Milhomens, nenhuma experiência é desnecessária. Essa, pelo menos, me serviu para escrever esse mini-texto sobre nada (ou sobre a dificuldade de escrever, seguindo o sábio conselho. Sábio sim. Já que já falamos sobre Salomão hoje.) e trazer um sono. Agora já são três e treze da manhã. Talvez, eu não durma ou amanheça hoje com um espírito culto. Mas, caso aconteça, te peço, meu Senhor, que venha junto a inspiração. É pedir demais? Espero que não.

Kylze Carolyne Prata de Lucena

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sing!

Domingo, prezados amigos.

Hoje deixo vocês com a canção 'Sing' da banda escocesa Travis. Com influências do Britpop, pitadas de blue e Beatles, esses garotos de Glasgow são bons no que fazem. Boa semana.

LUCENA FILHO

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Competência

Boa noite, prezados!

Desconheço a maioria dos leitores deste sítio, mas nutro consideração e respeito por cada um. Hoje a noite está quente na capital potiguar, vento parado e a insipiração tirou 30 dias de férias. Enquanto ela não retorna, toco hoje num assunto melindroso e que nunca me atrevi a falar: relacionamentos amorosos.

Gastarei algumas postagens falando das características de alguém, digamos, universalmente cotado para se juntar as escovas de dentes. Cotado pela opinião massificada, mesmo diante da negação peremptória de pseudosonhadores isolados. Não há intenção de ditar verdades universais ou esgotar o assunto com as palavras a seguir. Fazem apenas jus ao título do blog (impressões e expressões)

Hoje falo sobre esforço, competência, atitude, como queiram. Não iniciarei a partir do mais importante, da essência e sim dos detalhes encantadores. Bom...tema complicado esse. Tem gente aos montes por aí no método 'É simples demais, larga tudo e vamos ser felizes'. Outros não concebem o pragmatismo da fórmula acima. Já tive relacionamentos enquadrados na tipologia acima e, me perdoem, tornaram-se extremamente desinteressantes quando soube da ingenuidade impregnada na proponente.

Para tal categoria de amantes, relacionamentos não convivem muito bem com auto-satisfação pessoal, profissional, planejamento. Existem lá exceções e circunstâncias personalíssimas, as quais não podem ser desprezadas. Quanto à esmagadora maioria restante, a impressão é que o famigerado amor é uma fuga para frustrações pessoais, financeiras, afetivas. Algo do tipo 'não consegui chegar onde queria, mas estou casado, namorando, amancebado' ou sei lá o que. Seres acomodados, por conseguinte, sem graça, brilho, distinção. E mais triste ainda quando a criatura tem oportunidades únicas, as quais são desperdiçadas unilateralmente e com potencial de diferencialidade em tempos próprios. Nesse caso, além de inerte são (escolham o adjetivo).

Aos enfadonhos dententores do amor de algodão doce e calcado nos contos de fadas meu desejo de sucesso e sorte. E sorte não agora; no dia em que o castelo será sacudido, pois as tempestades hão de vir. Um mundo de algodão doce e papai noel é bom, ótimo até...em ocasiões pontuais. Abrir mão dos méritos pessoais, do esforço e da capacidade que as pessoas tem de encantar também através da competência é ignorar um item quiçá diferencial em momentos de crise.

Finalizando, essa bendita e sedutora competência só é demonstrada com resultados. A libertação dos grilhões da inércia e acomodação representam muito mais do que êxito individual. É virtude sem descrição. Já apontava o autor do blog Sopa de Jiló: acomodação, o câncer social. E prefiro ficar com as palavras de Fernando Anitelli, integrante da trupe O Teatro Mágico. Não acomodar com o que incomoda. Quem tiver ouvidos para ouvir ouça.

LUCENA FILHO

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O cavalo do Daniel

Daniel se identificou com cavalo em "O Menino da Porteira"

DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u501733.shtml)

O cantor Daniel emagreceu quase sete quilos em apenas um mês e "sofreu" com seu treinamento para atuar em "O Menino da Porteira", o primeiro drama de sua carreira.

Nesse processo, Daniel recebeu a companhia de Scott. "Eu olho para o cavalo e me vejo nele", afirmou o cantor ao falar sobre o animal com que contracena no filme durante entrevista coletiva nesta terça-feira.

Scott foi escolhido para ser o cavalo do personagem Diogo, um boiadeiro vivido na primeira versão do filme, de 1976, por Sérgio Reis.

Comentário: Eu também olho para o cavalo e te vejo nele, Daniel. Que coincidência!

LUCENA FILHO

domingo, 8 de fevereiro de 2009

8 de fevereiro!

Eu faço aniversário no mesmo dia em que nasci. Rá!

"Chegou a hora de apagar a velinha,
Vamos sorrir e cantar. Parabéns! Parabéns!"

Pois é, caros amigos, hoje é meu aniversário. 24 anos! Já houve época em que detestava natalício (termo atualíssimo), ficava de mau humor, isolava-me do mundo, não encontrava razão plausível para se comemorar, reclamava quando me parabenizavam. Tempos tenebrosos.

Hoje não. Só o fato de estar vivo num mundo bizarro desse já é motivo de sobra para comemorar. E se ninguém me liga, manda scrap ou usa wink de msn para lembrar, eu festejo sozinho. E digo o porquê. Simplesmente por ver o tempo passar e bradar que alcancei objetivos desejados, ser saudável, ter família por perto e amigos (poucos) também.

É isso. Obrigado Dona Sônia e Sr. Humberto por me colocarem no mundo. Estou fazendo valer a pena.

Carpe Diem

LUCENA FILHO

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Penso, logo desisto

Durante os meus poucos vinte anos de vida sempre gostei de observar as condutas do homo sapiens sapiens. Às vezes penso até que fiz o curso errado. Ao mesmo tempo vejo a curiosidade pelas atitudes humanas como um lado misterioso da personalidade. Curiosidade essa que muitas vezes me faz rir, outras chorar e algumas irritar.

Dia desses desafiei uma amiga a realizar uma tarefa. Recebi um não instantâneo. Nem mesmo quando tinha dez anos e pedia ao meu pai pra dirigir o carro dele fui rechaçado tão rápido. Pois bem, a reação da dita cuja me fez remoer sobre o assunto.

Na verdade, sempre detestei livros de auto-ajuda, cheios de melosidades e truculências literárias - embora eu tenha sido taxado como de estilo Lia Luft. Mensagens do tipo 'você consegue', 'lute pelos seu sonhos' e 'seja um vencedor' tornaram-se não só chavões, mas também motivações sofríveis de criaturas vazias. Todavia, tenho que abrir uma exceção pra o princípio da tentativa e desistência.

Ora, em várias ocasiões também já disse não a inúmeras pessoas, perdi chances e ganhei lágrimas. E isso é o perigoso de se negar um desafio logo de cara. O que leva alguém a não tentar, a dizer que não consegue? Será medo? Vejo o medo como algo importante em determinados momentos de nossa existência. Ele serve como forma de controle moral dos atos animalescos alojados no subconsciente humano. Porém, em doses excessivas e aplicado em certas áreas do comportamento pode bloquear um indivíduo de até mesmo por em risco um futuro, sonho ou idéia brilhante. No que toca ao fato de tentar, a possibilidade de enfrentar o erro e o fracasso simplesmente tem assustado a muitos, fazendo com que as mesmas desperdicem oportunidades provavelmente ímpares.

Corrijam-me se estiver errado: há cinqüenta anos atrás, ao olhar para o céu, o homem nunca imaginaria ser possível ir a lua, conversar com outra pessoa do outro lado do mundo em tempo real, ter carros movidos a hidrogênio, etc. Alguém teve que tentar e errar pra fazer acontecer. Em algum momento, o medo ou receio de falhar bateu na porta dos grandes gênios da História.

Analisemos o setor do petróleo, por exemplo. Até a metade do século XIX, era impensável a perfuração de poços petrolíferos. Então, um cidadão norte-americano chamado Edwin L. Drake, de maneira insistente e enfrentando dificuldades técnicas realizou várias tentativas na intenção de encontrar o ouro negro. E sabem como Drake ficou conhecido? Drake, o louco. Pouco tempo depois o louco era dono de uma empresa petrolífera e desbravou a pesquisa de tecnologias em um dos setores mais lucrativos na atividade econômica. E se ele não tivesse tentado? Seria Drake, o normal. Normalidade inútil.

Só para lembrar: Thomas Edson tentou 1000 vezes descobrir o filamento de nossa lâmpada de hoje; Santos Dumont tentou por 9 anos realizar o primeiro vôo dirigido da história; Lula gastou 13 anos de sua vida tentando ser Presidente; Augusto Cury escreveu um compêndio de 3000 páginas sobre psiquiatria e foi rejeitado de ofício por seus orientadores. Levou 20 anos pra conseguir publicar suas teorias (atualmente é um dos mais respeitados psicanalistas do Brasil e recentemente ultrapassou Paulo Coelho em quantidade de livros vendidos). Em uma frase magnífica do poeta francês Jean Cocteau, é possível sintetizar a realidade destes homens: “Não sabendo que era impossível, ele foi lá em fez”.

Outros alegam falta de capacidade. Como saber se é incapaz se nunca provou a incompetência para si mesmo? Incapacidade é um conceito puramente relativista. Só afirmo que sou incapaz porque conheço alguém capaz. Com efeito, existe uma pré-disposição inerente a condição humana de se achar inferior ao próximo e de se comparar a outros. Os paradigmas de capacidade são demasiadamente pesados para determinadas pessoas. Por que não quebrar paradigmas?

Portanto, é preciso arriscar. Pensar, em alguns casos, não é suficiente. Às vezes é necessário parar, pensar e decidir. Se somente paro sou inerte, se só penso sou um teorético e se só ajo sou precipitado. Vai lá... arrisca, ao menos e boa sorte!

LUCENA FILHO

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Utopias

Vai Mário, fala por mim:

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis...
Ora! não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos,
Se não fora a mágica presença das estrelas!

Mário Quintana