quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Competência

Boa noite, prezados!

Desconheço a maioria dos leitores deste sítio, mas nutro consideração e respeito por cada um. Hoje a noite está quente na capital potiguar, vento parado e a insipiração tirou 30 dias de férias. Enquanto ela não retorna, toco hoje num assunto melindroso e que nunca me atrevi a falar: relacionamentos amorosos.

Gastarei algumas postagens falando das características de alguém, digamos, universalmente cotado para se juntar as escovas de dentes. Cotado pela opinião massificada, mesmo diante da negação peremptória de pseudosonhadores isolados. Não há intenção de ditar verdades universais ou esgotar o assunto com as palavras a seguir. Fazem apenas jus ao título do blog (impressões e expressões)

Hoje falo sobre esforço, competência, atitude, como queiram. Não iniciarei a partir do mais importante, da essência e sim dos detalhes encantadores. Bom...tema complicado esse. Tem gente aos montes por aí no método 'É simples demais, larga tudo e vamos ser felizes'. Outros não concebem o pragmatismo da fórmula acima. Já tive relacionamentos enquadrados na tipologia acima e, me perdoem, tornaram-se extremamente desinteressantes quando soube da ingenuidade impregnada na proponente.

Para tal categoria de amantes, relacionamentos não convivem muito bem com auto-satisfação pessoal, profissional, planejamento. Existem lá exceções e circunstâncias personalíssimas, as quais não podem ser desprezadas. Quanto à esmagadora maioria restante, a impressão é que o famigerado amor é uma fuga para frustrações pessoais, financeiras, afetivas. Algo do tipo 'não consegui chegar onde queria, mas estou casado, namorando, amancebado' ou sei lá o que. Seres acomodados, por conseguinte, sem graça, brilho, distinção. E mais triste ainda quando a criatura tem oportunidades únicas, as quais são desperdiçadas unilateralmente e com potencial de diferencialidade em tempos próprios. Nesse caso, além de inerte são (escolham o adjetivo).

Aos enfadonhos dententores do amor de algodão doce e calcado nos contos de fadas meu desejo de sucesso e sorte. E sorte não agora; no dia em que o castelo será sacudido, pois as tempestades hão de vir. Um mundo de algodão doce e papai noel é bom, ótimo até...em ocasiões pontuais. Abrir mão dos méritos pessoais, do esforço e da capacidade que as pessoas tem de encantar também através da competência é ignorar um item quiçá diferencial em momentos de crise.

Finalizando, essa bendita e sedutora competência só é demonstrada com resultados. A libertação dos grilhões da inércia e acomodação representam muito mais do que êxito individual. É virtude sem descrição. Já apontava o autor do blog Sopa de Jiló: acomodação, o câncer social. E prefiro ficar com as palavras de Fernando Anitelli, integrante da trupe O Teatro Mágico. Não acomodar com o que incomoda. Quem tiver ouvidos para ouvir ouça.

LUCENA FILHO

11 comentários:

Kylze disse...

Faltou o final: "o que o Espírito diz a Igreja."
Tá em crise, querido? A Hitch aqui cobra dois reais por aconselhamento.

=***

Anônimo disse...

"E mais triste ainda quando a criatura tem oportunidades únicas, as quais são desperdiçadas unilateralmente e não sabem como elas podem fazer a diferença."

Ilma Cândido disse...

Eu concordo em todos os termos!

Just it!

Ilma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ilma Cândido disse...

PS: covardes (o adjetivo escolhido).

Aldrina disse...

De acuerdo!!!

Anônimo disse...

vc ja foi covarde?

JESIANA disse...

"Nesse caso, além de inerte são insapientes", eu diria...

Carlos disse...

Belo texto!
Muita gente coloca expectativas erradas em relacionamentos! Relacionamento nenhum acaba com a solidão, tristeza e vazio de ninguém.
Precisamos aprender primeiro a viver bem consigo mesmo para aprender a viver bem com "o outro".
Não defendo o outro extremo: um individualismo fermentado. Porque no fundo são exatamente a mesma coisa: A visão de que o outro é apenas um meio para se alcançar um objetivo ou o suprimento de uma carência pessoal.
No fim, os românticos a la conto de fadas e os fãs do próprio umbigo são mais parecidos do que imaginam. Com a diferença que aqueles sofrem terrivelmente quando perdem o algodão doce, e estes, apesar da estabilidade, sofrem perenemente de solidão e vazio.

LUCENA FILHO, H. L. de. disse...

Carlos, você fez o complemente faltante ao texto!

Volte sempre

Jéssica Ethne disse...

Oi amigo, a tempos q não visitava seu blog ai resolvi da uma olhada nas postagens antigas e falou de relacionamentos eu gostei,hehehe, então eu ia fazer um comentario critico mas enfim, deixa pra outra oportunidade, hj "Prefiro não Comentar" apesar de que pode parecer bem contraditório, rsrsrs, quem sabe um outro dia, pis meu pensamento a respeito disso é muito complexo!!! Flw Boyzinhoo!!!