Amigos, após tempos monopolizando as postagens, decidi mudar os ares dos escritos. Andei remexendo (eu me remexo muito, eu me remexo muito! Muito! Rá!) os arquivos aqui e encontrei uma produção da irmã menor.
E depois de semanas em puro silêncio, a Fênix com espinhas e autora da postagem com o maior número de acessos deste blog, a caçula de dona Sônia, ataca (ou se defende) novamente. Furtei o texto que se segue de um diário de leitura das aulas de Português da escritora. Poucas palavras, porém não menos interessantes.
Lucena Filho

Natal, 06 de janeiro de 2009.
Nos últimos comentários, nos faltam textos. Textos que rendam comentários, é claro! Não suporto mais falar de revistas, de textos meramente informativos e ficar analisando por todos os ângulos para encontrar um detalhe que gere polêmica.
Procurei em milhões de blogs, google e tudo que tinha direito algo que fosse chamativo. Pedi a amigos... Precisava terminar os textos. Mas, como depois da tempestade vem a bonança, decidi relaxar e caí no capítulo 18 d’A Cabana – o livro que terminara há uns 3 dias.
Antes de começar os capítulos desse livro, William P. Young fez questão de colocar umas frases que tentavam resumir a essência do posteriormente impresso. Com esforço, tentei escolher a melhor delas, a mais tocante... Mas, quando percebi que tudo me interessava, desisti e decidi abrir o livro aleatoriamente. PLIM! Página 223, capítulo 18.
“A fé nunca sabe aonde está sendo levada, mas conhece e ama Aquele que a está levando.” Oswald Chambers.
Não sei, exatamente, o porquê de o livro ter-se aberto nessa página. Prefiro não acreditar que foi destino. Talvez precisava fortalecer minha fé. Ou precisava refletir sobre quem estava levando a minha fé. Em quem eu creio? Será que realmente amo e conheço o ser que conduz a minha fé? Ou será que sou uma mera seguidora de uma tradição familiar?
É demasiadamente complicado definir o que conduz a sua fé. Principalmente, porque se trata de coisas que não se vêem. É bem fácil dizer que acreditamos em vacas, ratos, cadeiras e imagens de escultura porque o nosso Complexo de Nicodemos nos permite apalpá-los. Mas, quando se trata de Deus, é mais fácil escolher a opção “ateu”. No entanto, acreditar em coisas não engloba fé. E é aí que entra o agravante.
Envolver fé com um lado totalmente espiritual talvez seja idiotice. O agravante está quando não percebemos que todo um futuro (material mesmo) é baseado na fé, justamente por se tratar de algo que não se pode ver. Quando não temos fé, estamos comprometendo um futuro. Já pensou na diferença que duas letrinhas e um acento podem fazer na vida?
Agora, imagine uma adolescente, mergulhada numa crise, sem saber o que fazer da vida: medicina, direito, psicologia, jornalismo... E como se não bastasse, surgiram mais alguns cursos para escolher. Dá pra calcular a quantidade de fé (em mols) necessária para resolver um futuro desses?
Kylze