domingo, 22 de novembro de 2009

Ego

O dia era esperado.
O público atento aos atos vindouros silente permanecia
A juíza, inflexível e dogmática,
Aproximou-se e proferiu a declaração de culpa:
Egoísta, petulante, bitolado, arrogante, dissimulado,
Orgulhoso, intolerante, exigente,
(Ir) racional, medíocre, insensível, crítico.

A pena era de morte e imediata.

O algoz manteve-se em pé.
Inerte, sério, olhar linear e com punhos cerrados;
O condenado, ah o condenado!
Ajoelhado, trêmulo, impotente e sem vida antes de partir.
Era o início do seu fim
O fim do que nunca começara.

Encarou a morte calado
Esta, quedou-se sentada,
Despreocupada e sorridente,
Que num tom doce sussurou-lhe:
Hoje é a morte, a morte do teu ego.

LUCENA FILHO

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Chuva - Rob Bell

Meus amigos, deixo vocês hoje com essa mensagem bem interessanto do Rob Bell. Trata acerca de um dos temas mais profundos acerca da vida cristã: a caminhada diária.

Andar é necessariamente deixar algo para trás e nem sempre é uma tarefa fácil. Por vezes, só pensamos no sofrimento do caminho, mas não em como os espinhos, tempestades podem gerar experiências permanentes. É bem verdade que num mundo de ceticismo e relativização de (quase) tudo as agruras parecem tomar proporções maiores do que elas merecem. Parar um pouco e pensar a respeito é confortante. É muito bom ter vocês por aqui.

No Eterno

Lucena Filho